{"id":4600,"date":"2020-09-20T17:29:02","date_gmt":"2020-09-20T20:29:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/?p=4600"},"modified":"2020-09-20T17:33:18","modified_gmt":"2020-09-20T20:33:18","slug":"biopsia-prostatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/prostata\/biopsia-prostatica\/","title":{"rendered":"Tipos de Bi\u00f3psia Prost\u00e1tica"},"content":{"rendered":"\r\n\r\n\r\n<p>Tipos de bi\u00f3psia pr\u00f3stata \u00e9 um t\u00edtulo bastante abstrato. Para entender melhor o que significa primeiro precisamos entender o que \u00e9 uma bi\u00f3psia prost\u00e1tica e para qu\u00ea serve.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>A bi\u00f3psia de pr\u00f3stata consiste da retirada de fragmentos da gl\u00e2ndula pr\u00f3stata para an\u00e1lise no microsc\u00f3pio. O fragmentos retirados s\u00e3o analisados para verificar a presen\u00e7a de <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/uro-oncologia\/cancer-de-prostata\/\">c\u00e2ncer de pr\u00f3stata<\/a> por um m\u00e9dico patologista. A principal situa\u00e7\u00e3o onde a bi\u00f3psia prost\u00e1tica est\u00e1 indicada \u00e9 na suspeita de tumores prism\u00e1ticos. No passado a suspeita de c\u00e2ncer de prostata acontecia principalmente por conta da eleva\u00e7\u00e3o da dosagem de psa no sangue. Um n\u00famero menor de casos era diagnosticado atrav\u00e9s de n\u00f3dulo identificado no exame de toque retal.<\/p>\r\n\r\n\r\n\r\n<p>Atualmente, a evolu\u00e7\u00e3o nos exames de imagem possibilitou a utiliza\u00e7\u00e3o da resson\u00e2ncia nuclear magn\u00e9tica na detec\u00e7\u00e3o destes tumores. Isso \u00e9 importante para entender a evolu\u00e7\u00e3o das bi\u00f3psias de pr\u00f3stata.<\/p>\r\n<h2>Hist\u00f3rico- bi\u00f3psia prost\u00e1tica<\/h2>\r\n<p>No passado o diagn\u00f3stico de c\u00e2ncer de pr\u00f3stata era realizado em casos muito avan\u00e7ados onde a perspectiva de cura era distante. Os diagn\u00f3sticos eram feitos pelo toque de uma gl\u00e2ndula prost\u00e1tica endurecida e a simples retirada de fragmento, seja por via perineal ou retal era suficiente. Com a evolu\u00e7\u00e3o do rastreamento, a eleva\u00e7\u00e3o do psa no sangue passou a ser o principal indicador da presen\u00e7a dos tumores prism\u00e1ticos. Na maioria dos casos, estes tumores s\u00e3o t\u00e3o pequenos que n\u00e3o s\u00e3o percebidos no exame de toque retal.\u00a0<\/p>\r\n<p>Isso passou a ser um problema, pois apesar de saber do risco de uma les\u00e3o inicial, n\u00e3o sab\u00edamos aonde ela poderia estar. Foi nesse momento que surgiu a bi\u00f3psia rand\u00f4mica, ou sistem\u00e1tica. Ap\u00f3s anos de estudos, chegou-se a recomenda\u00e7\u00e3o de se dividir a pr\u00f3stata em 6 regi\u00f5es e retirar fragmentos aleatoriamente destas regi\u00f5es guiado por ultrassonografia transretal. Chamamos este tipo de bi\u00f3psia de sextante.<\/p>\r\n<p>A bi\u00f3psia sextante tem algumas limita\u00e7\u00f5es. Primeiro, quando negativa, n\u00e3o d\u00e1 garantia de que n\u00e3o haja tumor na pr\u00f3stata, uma vez que o material pode ter errado o alvo. Segundo, quando atinge o alvo pode nao atingir a \u00e1rea de tumor mais significativa passando informa\u00e7\u00f5es erradas acerca do tipo e grau do tumor.<\/p>\r\n<h2>Evolu\u00e7\u00e3o da Resson\u00e2ncia &#8211; bi\u00f3psia prost\u00e1tica<\/h2>\r\n<p>Com o desenvolvimento da resson\u00e2ncia multiparam\u00e9trica da pr\u00f3stata, passou-se a identificar com precis\u00e3o \u00e1reas suspeitas na gl\u00e2ndula prost\u00e1tica. Desta maneira, em pacientes com psa elevado podemos identificar a regi\u00e3o da pr\u00f3stata onde existe a probabilidade do tumor estar presente.<\/p>\r\n<p>O problema agora passou a ser outro. A resson\u00e2ncia utliza campo magn\u00e9tico e necessita que paciente permane\u00e7a im\u00f3vel por per\u00edodo prolongado dentro do tubo. \u00a0Isso tornou a bi\u00f3psia realizada na resson\u00e2ncia muito dif\u00edcil.<\/p>\r\n<h2>Fus\u00e3o de imagem &#8211; bi\u00f3psia prost\u00e1tica\u00a0<\/h2>\r\n<p>Para resolver este problema foi criado uma forma de migrar a imagem da resson\u00e2ncia para dentro de um aparelho de ultrassonografia. A este processo damos o nome de fus\u00e3o de imagem. Na pr\u00e1tica, fazemos com que a imagem no aparelho de ultrassom se funda com a da resson\u00e2ncia de forma que possamos realizar a bi\u00f3psia prost\u00e1tica da regi\u00e3o suspeita por ultrassonografia.<\/p>\r\n<h2>Tipos de bi\u00f3spsia<\/h2>\r\n<ul>\r\n<li>\r\n<h3>Transretal\u00a0<\/h3>\r\n<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<p>A biopsia transretal era a padr\u00e3o em nosso meio at\u00e9 hoje. Como funciona?\u00a0<\/p>\r\n<p>Normalmente \u00e9 realizada em ambiente ambulatorial, ou seja em consult\u00f3rio. Pode ser feita com ou sem anestesia\/seda\u00e7\u00e3o. Neste tipo de bi\u00f3psia um probe de ultrassom \u00e9 introduzido pelo anus para avaliar a pr\u00f3stata. Quando realizado por fus\u00e3o os computador permite que esta imagem de ultrassom mostre exatamente a mesma imagem da resson\u00e2ncia.\u00a0<\/p>\r\n<p>Neste tipo de bi\u00f3psia, a agulha \u00e9 introduzida paralelamente ao probe ultrassom atrav\u00e9s do anus, passando pelo ambiente fecal ate atingir a pr\u00f3stata. \u00a0Desta maneira os fragmentos s\u00e3o retirados por via retal.\u00a0<\/p>\r\n<p>Durante muito tempo este foi o m\u00e9todo de escolha, por\u00e9m recentemente eleva\u00e7\u00e3o na taxa de infec\u00e7\u00e3o tem levado os urologistas a buscar alternativas para a biopsia.<\/p>\r\n<ul>\r\n<li>\r\n<h3>Transperineal\u00a0<\/h3>\r\n<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<p>A via<a href=\"https:\/\/www.ouh.nhs.uk\/patient-guide\/leaflets\/files\/59654Ptransperineal.pdf\"> transperineal<\/a> passou a ser utilizada recentemente com o aumento das taxas de infe\u00e7\u00e3o relacionadas a via transretal. Ocorre que a bi\u00f3psia realizada pelo anus permite que bacterias presentes nas fezes fiquem aderidas na agulha de bi\u00f3psia e penetrem na pr\u00f3stata causando infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n<p>No passado, o tratamento preventivo com antibi\u00f3ticos era suficiente para impedir a grande maioria das infec\u00e7\u00f5es, no entanto com o aumento da resist\u00eancia a antibi\u00f3ticos o n\u00famero de infec\u00e7\u00f5es passou a crescer. A via transperineal consiste da introdu\u00e7\u00e3o de agulha de bi\u00f3psia atrav\u00e9s da pele da regi\u00e3o entre a bolsa escrotal e o anus.\u00a0<\/p>\r\n<h3>Saiba mais sobre este tipo de bi\u00f3psia e sobre a Urotarget &#8211; pioneira em bi\u00f3psia prost\u00e1tica transperineal por fus\u00e3o de imagem!<\/h3>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tipos de bi\u00f3psia pr\u00f3stata \u00e9 um t\u00edtulo bastante abstrato. 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