{"id":3717,"date":"2017-10-10T10:31:09","date_gmt":"2017-10-10T13:31:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.drjappedrosa.com\/?p=3717"},"modified":"2021-08-26T21:27:50","modified_gmt":"2021-08-27T00:27:50","slug":"cancer-de-prostata-tem-cura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/prostata\/cancer-de-prostata-tem-cura\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de pr\u00f3stata tem cura"},"content":{"rendered":"<p>Sim, o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata tem cura. Dados do sistema de sa\u00fade da Inglaterra mostram que as taxas de cura do c\u00e2ncer de pr\u00f3stata triplicaram nos \u00faltimos 40 anos. Segundo o site da <a href=\"http:\/\/www.cancerresearchuk.org\/health-professional\/cancer-statistics\/statistics-by-cancer-type\/prostate-cancer\/survival#heading-Zero\">cancer research UK<\/a> as <strong>taxas de sobrevida em 10 anos de pacientes com c\u00e2ncer de pr\u00f3stata atingem 84%.<\/strong><\/p>\n<p>Isso se deve a mudan\u00e7as relacionadas ao diagn\u00f3stico e ao comportamento do c\u00e2ncer. Sabemos hoje que o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata apresenta comportamento indolente, ou seja lento. Com a institui\u00e7\u00e3o do exame peri\u00f3dico com psa e toque retal passamos a diagnosticar este tipo de tumor em fase localizada. Com isso, passamos a oferecer tratamento adequado a tempo e reduzir a chance de progress\u00e3o.<\/p>\n<h2>C\u00e2ncer de pr\u00f3stata tem cura &#8211; aspectos do rastreamento<\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sabemos que a realiza\u00e7\u00e3o do exame com psa anual modificou a din\u00e2mica desta doen\u00e7a. Hoje a vasta maioria dos pacientes s\u00e3o diagnosticados em fase localizada e podem ser curados com o tratamento. Isso contrasta com a realidade de 40 anos atr\u00e1s quando a maioria dos pacientes era diagnosticado em fase disseminada.<\/p>\n<p>No entanto, sabemos que alguns pacientes diagnosticados com tumores de baixo grau apresentam risco pequeno de evolu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. De fato, muito se questionou sobre a \u00a0necessidade rastreamento no passado devido a tratamentos desnecess\u00e1rios, mas hoje com a perspectiva de acompanhamento de tumores de baixa agressividade isso vem sendo revisto. Nestes casos a vigil\u00e2ncia ativa desempenha papel importante na redu\u00e7\u00e3o das sequelas relacionadas as interven\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Hoje existe grande disparidade entre sociedades m\u00e9dicas a respeito do rastreamento para c\u00e2ncer de pr\u00f3stata. Podemos afirmar que existe consenso em recomendar inicio do rastreamento aos <strong>50 anos para homens sem fator de risco e 45 para homens com hist\u00f3ria familiar<\/strong>. A periodicidade de 1 a 8 anos dependendo avalia\u00e7\u00e3o de risco. Al\u00e9m disso, o mais importante \u00e9 que o rastreamento <strong>deve ser interrompido em pacientes acima de 75 anos ou com expectativa de vida menor que 10 anos.<\/strong><\/p>\n<p>C\u00e2ncer de pr\u00f3stata tem cura &#8211; quais a modalidades de tratamento?<\/p>\n<p>Existem diversas modalidades de tratamento para o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata. As principais formas s\u00e3o a cirurgia e a radioterapia externa.<\/p>\n<h3>Cirurgia<\/h3>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3765\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cancer-de-prostata-tem-cura-7-300x227.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"227\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cancer-de-prostata-tem-cura-7-300x227.jpg 300w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cancer-de-prostata-tem-cura-7.jpg 320w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>A cirurgia se baseia na retirada da gl\u00e2ndula, ves\u00edculas seminais e, em alguns casos, de g\u00e2nglios linf\u00e1ticos pr\u00f3ximos. A ideia \u00e9 retirar o tumor antes que ele assuma a capacidade de invadir \u00f3rg\u00e3os vizinhos ou de enviar c\u00e9lulas a dist\u00e2ncia. At\u00e9 a d\u00e9cada de 80, a <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/prostatectomia-radical-o-que-e\/\">prostatectomia radical<\/a>, como \u00e9 chamada, raramente era utilizada. \u00a0Nesta \u00e9poca os resultados das t\u00e9cnicas descritas era muito ruim, com elevados \u00edndices de transfus\u00e3o, incontin\u00eancia urin\u00e1ria e impot\u00eancia sexual.<\/p>\n<p>Em 1980, Patrick Walsh e colaboradores, descreveram a t\u00e9cnica retrop\u00fabica moderna. Com resultados muito superiores aos antecedentes a cirurgia passou a figurar como principal forma de tratamento. Hoje, a evolu\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica levou ainda ao desenvolvimento das t\u00e9cnicas laparosc\u00f3pica e rob\u00f3tica.<\/p>\n<p>Saiba mais sobre <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/cirurgia-robotica\/prostatectomia-radical-robotica\/\">cirurgia rob\u00f3tica para c\u00e2ncer de pr\u00f3stata<\/a><\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3>Radioterapia<\/h3>\n<p>A Radioterapia se baseia no disparo de feixe de part\u00edculas de alta energia com o objetivo de desestabilizar os n\u00facleos de c\u00e9lulas tumorais e destru\u00ed-las.<\/p>\n<p>Assim como com a cirurgia a radioterapia tamb\u00e9m passou por grande evolu\u00e7\u00e3o. T\u00e9cnicas com m\u00faltiplos feixes e intensidade modulada denominada\u00a0IMRT est\u00e3o entre\u00a0as mais recentes. Neste tipo de radioterapia o cruzamento destes feixes permite moldar o \u00f3rg\u00e3o alvo de forma a evitar exposi\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3os adjacentes a radioterapia. Isso tamb\u00e9m permite aplicar doses mais elevadas ao \u00f3rg\u00e3o alvo.<img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3764 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cancer-de-prostata-tem-cura-6-300x185.jpg\" alt=\"\" width=\"373\" height=\"230\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cancer-de-prostata-tem-cura-6-300x185.jpg 300w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cancer-de-prostata-tem-cura-6.jpg 548w\" sizes=\"(max-width: 373px) 100vw, 373px\" \/><\/p>\n<p>Outros avan\u00e7os est\u00e3o relacionados a associa\u00e7\u00e3o de medica\u00e7\u00f5es que aumentam a resposta dos tumores a radioterapia. Atualmente, estudos mostram que a associa\u00e7\u00e3o do bloqueio hormonal com a radioterapia melhoram os resultados desta terapia.<\/p>\n<p><strong>Braquiterapia<\/strong> &#8211; neste tipo de radioterapia s\u00e3o implantadas sementes radioativas na pr\u00f3stata com o objetivo destruir o tumor prost\u00e1tico.<\/p>\n<h3>T\u00e9cnicas ablativas<\/h3>\n<p><img decoding=\"async\" class=\"wp-image-3761 alignleft\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cancer-de-prostata-tem-cura-300x296.jpg\" alt=\"cancer de prostata tem cura\" width=\"164\" height=\"161\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cancer-de-prostata-tem-cura-300x296.jpg 300w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/cancer-de-prostata-tem-cura.jpg 608w\" sizes=\"(max-width: 164px) 100vw, 164px\" \/><\/p>\n<p>As t\u00e9cnicas ablativas consistem da utiliza\u00e7\u00e3o de tipos diferentes de energia para destruir as c\u00e9lulas da gl\u00e2ndula e assim destruir o tumor. Hoje as principais t\u00e9cnicas s\u00e3o a crioabla\u00e7\u00e3o e a HIFU. Ambas as t\u00e9cnicas carecem de resultados consolidados no longo prazo, mas j\u00e1 s\u00e3o aprovados para uso cl\u00ednico em situa\u00e7\u00f5es de exce\u00e7\u00e3o como recorr\u00eancia ap\u00f3s radioterapia.<\/p>\n<p>Uma das vertentes atuais de estudos destas t\u00e9cnicas baseiam-se na capacidade de destruir les\u00f5es orientadas por imagem de resson\u00e2ncia nuclear magn\u00e9tica.<\/p>\n<h3><\/h3>\n<h3><\/h3>\n<h3>Vigil\u00e2ncia Ativa<\/h3>\n<p>A Vigil\u00e2ncia ativa consiste de estrat\u00e9gia de tratamento, na qual o tumores de baixo grau s\u00e3o monitorados. Neste tipo de abordagem o paciente \u00e9 acompanhado de perto e a qualquer sinal de piora no progn\u00f3stico o tratamento \u00e9 institu\u00eddo.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 reduzir as sequelas relacionadas tratando apenas pacientes com tumores significativos.<\/p>\n<h2><\/h2>\n<h2>C\u00e2ncer de pr\u00f3stata tem cura &#8211; cirurgia ou radioterapia?<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-3756 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/RADIOTERAPIA-OU-CIRURGIA-2-300x141.png\" alt=\"cancer de prostata tem cura\" width=\"453\" height=\"213\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/RADIOTERAPIA-OU-CIRURGIA-2-300x141.png 300w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/RADIOTERAPIA-OU-CIRURGIA-2-768x362.png 768w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/RADIOTERAPIA-OU-CIRURGIA-2-1024x482.png 1024w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/10\/RADIOTERAPIA-OU-CIRURGIA-2.png 1501w\" sizes=\"(max-width: 453px) 100vw, 453px\" \/><\/p>\n<p>A decis\u00e3o a respeito do tratamento definitivo para o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata \u00e9 complexa e deve levar em considera\u00e7\u00e3o alguns fatores. Os principais modalidades de tratamento com resultados consolidados s\u00e3o a cirurgia e radioterapia.<\/p>\n<p>Estudos comparativos apontam para superioridade da cirurgia, no entanto a maioria dos estudos n\u00e3o tem n\u00edvel de evid\u00eancia elevado. O \u00fanico estudo de n\u00edvel 1, foi realizado no Jap\u00e3o por Akura e colaboradores. Neste estudo houve diferen\u00e7as importantes nos indicadores de sobrevida, por exemplo cerca de 90.5% no grupo operado n\u00e3o apresentavam progress\u00e3o da doen\u00e7a em 5 anos contra 81.2% no grupo que foi submetido a radioterapia.\u00a0 Outros estudos retrospectivos tamb\u00e9m apontam para melhores resultados com a retirada da gl\u00e2ndula.<\/p>\n<p>Meta-an\u00e1lise publicada em 2015 compilou diversos outros estudos e tamb\u00e9m demonstrou resultados superiores para a cirurgia. Mesmo quando comparado com t\u00e9cnicas modernas e braquiterapia, resultados ainda favorecem a cirurgia. Para finalizar estudo prospectivo ingl\u00eas que visava responder esta quest\u00e3o foi incapaz de diferenciar os tratamento, devido ao baixo n\u00famero de eventos.<\/p>\n<p>Independente da compara\u00e7\u00e3o direta aos resultados cada m\u00e9todo apresenta vantagens e desvantagens intr\u00ednsecas que devem ser consideradas no momento da escolha. A radioterapia, por exemplo, \u00e9 muito utilizada em pacientes com risco cir\u00fargico elevado. Por outro lado pacientes jovens se beneficiam da perspectiva de tratamentos aditivos e tem melhor resultado com a prostatectomia radical.<\/p>\n<h2>C\u00e2ncer de pr\u00f3stata tem cura &#8211; quais s\u00e3o as complica\u00e7\u00f5es mais comuns?<\/h2>\n<p>As complica\u00e7\u00f5es mais frequentes s\u00e3o:<\/p>\n<h3>Urin\u00e1rias<\/h3>\n<p>Tanto a radioterapia quanto a cirurgia podem levar problemas urin\u00e1rios. Nos casos de cirurgia a incontin\u00eancia \u00e9 o principal problema ocorre de forma severa em 1 a 2% dos casos, mas podendo chegar a 5 % em alguns grupos de maior risco. No caso da radioterapia o principal problema urin\u00e1rio \u00e9 a dor relacionada a mic\u00e7\u00e3o. Incontin\u00eancia pode ocorrer mas \u00e9 um evento mais raro ocorrendo em 1% dos pacientes.<\/p>\n<h3>Pot\u00eancia sexual<\/h3>\n<p>Impacto na sa\u00fade sexual ocorre com as duas t\u00e9cnicas. Durante muito tempo a cirurgia levou desvantagem neste crit\u00e9rio devido ao impacto sobre a inerva\u00e7\u00e3o peri-prost\u00e1tica. Hoje com a associa\u00e7\u00e3o do bloqueio hormonal aos esquemas de radioterapia a vantagem que este m\u00e9todo apresentava sobre a preserva\u00e7\u00e3o sexual caiu por terra.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso \u00e9 preciso considerar efeitos tardios da radia\u00e7\u00e3o quando as duas t\u00e9cnicas s\u00e3o comparadas. Por exemplo, em estudo publicado no New England Journal of Medicine, por Resnick e colaboradores, verificou-se equival\u00eancia em resultados relacionados a pot\u00eancia sexual ap\u00f3s 15 anos de seguimento.<\/p>\n<h3>Altera\u00e7\u00f5es Act\u00ednicas<\/h3>\n<p>Este \u00e9 o nome que se d\u00e1 ao impacto da radia\u00e7\u00e3o sobre tecidos sadios. A bexiga e o reto s\u00e3o os principais \u00f3rg\u00e3os atingidos e a principal manifesta\u00e7\u00e3o \u00e9 a de sangue na urina e fezes.<\/p>\n<h3>Neoplasias secund\u00e1rias<\/h3>\n<p>Al\u00e9m das altera\u00e7\u00f5es act\u00ednias sabemos que a radioterapia tem o potencial de causas tumores secund\u00e1rios no reto e na bexiga. E que por esse motivo pacientes devem ser acompanhados com cuidado ap\u00f3s o tratamento.<\/p>\n<h2><\/h2>\n<h3>O c\u00e2ncer de pr\u00f3stata tem cura. \u00a0A defini\u00e7\u00e3o do tratamento deve ser sempre orientada por equipe multidisciplinar.<\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sim, o c\u00e2ncer de pr\u00f3stata tem cura. Dados do sistema de sa\u00fade da Inglaterra mostram que as taxas de cura do c\u00e2ncer de pr\u00f3stata triplicaram nos \u00faltimos 40 anos. Segundo o site da cancer research UK as taxas de sobrevida em 10 anos de pacientes com c\u00e2ncer de pr\u00f3stata atingem 84%. 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