{"id":3606,"date":"2017-07-20T15:20:45","date_gmt":"2017-07-20T18:20:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.drjappedrosa.com\/?p=3606"},"modified":"2017-07-20T15:20:45","modified_gmt":"2017-07-20T18:20:45","slug":"pedra-nos-rins-como-resolver","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/rim\/pedra-nos-rins-como-resolver\/","title":{"rendered":"Pedra nos rins &#8211; Como resolver?"},"content":{"rendered":"<p>O termo t\u00e9cnico para a presen\u00e7a de<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-3629\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedras-nos-rins-4-300x225.jpg\" alt=\"sistema urin\u00e1rio\" width=\"332\" height=\"249\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedras-nos-rins-4-300x225.jpg 300w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedras-nos-rins-4-768x576.jpg 768w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedras-nos-rins-4-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedras-nos-rins-4.jpg 1200w\" sizes=\"(max-width: 332px) 100vw, 332px\" \/> pedra nos rins \u00e9 lit\u00edase urin\u00e1ria que vem do prefixo &#8220;<em>lithos&#8221;,<\/em> ou\u00a0pedra em grego.<\/p>\n<p>As vias urin\u00e1rias s\u00e3o compostas pelos rins, ureteres, bexiga e uretra. Sua fun\u00e7\u00e3o \u00e9 produzir e escoar a urina, que \u00e9 o l\u00edquido proveniente do processo de filtra\u00e7\u00e3o renal. Neste processo o corpo elimina diversas subst\u00e2ncias a fim de manter seu equil\u00edbrio hidro-eletrol\u00edtico, fundamental para a atividade celular.<\/p>\n<p>O desenvolvimento de c\u00e1lculos ocorre atrav\u00e9s principalmente da eleva\u00e7\u00e3o das concentra\u00e7\u00f5es de subst\u00e2ncias litog\u00eanicas na urina.<\/p>\n<p>A forma\u00e7\u00e3o de pedras no sistema urin\u00e1rio \u00e9 conhecida h\u00e1 muito tempo. As primeiras refer\u00eancias escritas desta patologia datam de 3200 a 1200 AC, sendo uma das doen\u00e7as mais antigas de que se tem not\u00edcia.<\/p>\n<p>No Brasil a incid\u00eancia estimada\u00a0de lit\u00edase est\u00e1 entre 5 e 15% da popula\u00e7\u00e3o, dependendo do tipo de avalia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h2>Como se formam as pedra nos rins ?<\/h2>\n<p>Existem v\u00e1rios tipos de pedras que podem aparecer nas vias urin\u00e1rias. A grande maioria \u00e9 formada nos rins como consequ\u00eancia de\u00a0desequil\u00edbrio entre a concentra\u00e7\u00e3o\u00a0de sais minerais e \u00e1gua.<\/p>\n<h3>Tipos de pedras nos rins<\/h3>\n<h4>N\u00e3o-infecciosas<\/h4>\n<p>O tipo mais comum de c\u00e1lculo renal \u00e9 composto por oxalato de c\u00e1lcio. O rim elimina quantidades elevadas de oxalato que \u00e9 um composto produzido em nosso corpo. Este composto se associa ao c\u00e1lcio presente na urina e forma este cristal denominado oxalato de c\u00e1lcio, que se deposita em regi\u00f5es do sistema coletor renal e formam os c\u00e1lculos.<\/p>\n<p>De forma semelhante c\u00e1lculos de acido \u00farico s\u00e3o decorrentes de elimina\u00e7\u00e3o elevada deste composto.<\/p>\n<p>Na grande maioria dos casos estes dist\u00farbios de concentra\u00e7\u00e3o da urina est\u00e3o associados a tamb\u00e9m a fatores ambientais, tais como alimenta\u00e7\u00e3o, hidrata\u00e7\u00e3o, atividade f\u00edsica e temperatura.<\/p>\n<h4>Gen\u00e9ticos<\/h4>\n<p>Em outras situa\u00e7\u00f5es os dist\u00farbios gen\u00e9tico\u00a0s\u00e3o capazes de formar c\u00e1lculos de forma independente. A cistin\u00faria e a xantin\u00faria s\u00e3o exemplos em que a elimina\u00e7\u00e3o em excesso de uma amino\u00e1cidos (cistina ou xantina) predisp\u00f5em a forma\u00e7\u00e3o intensa de c\u00e1lculos.<\/p>\n<h4>Infecciosos<\/h4>\n<p>Em outras situa\u00e7\u00f5es os c\u00e1lculos podem ser formados exclusivamente por fatores externos. \u00a0Um exemplo \u00e9 o dos c\u00e1lculos de estruvita, que ocorrem de forma secund\u00e1ria a infec\u00e7\u00f5es por germes produtores de uma enzima denominada urease.<\/p>\n<p>C\u00e1lculos de bexiga tamb\u00e9m costumam estar associadas a fatores externos, em especial a estase. Nestes casos a presen\u00e7a de pr\u00f3stata que obstrui o fluxo de sa\u00edda da urina ou condi\u00e7\u00f5es que afetem a contra\u00e7\u00e3o da bexiga fazem com que a urina fique depositada por longos per\u00edodos e forme c\u00e1lculos.<\/p>\n<h2>Fatores de risco para lit\u00edase urin\u00e1ria<\/h2>\n<p><strong>Hist\u00f3ria Familiar<\/strong> &#8211; paciente que apresenta hist\u00f3ria de parentes com epis\u00f3dios de lit\u00edase urin\u00e1ria apresentam risco 2 vezes maior de desenvolverem a doen\u00e7a.<\/p>\n<p><strong>G\u00eanero Masculino<\/strong> &#8211; estat\u00edsticas apontam para uma frequ\u00eancia 1 a 3 vezes maior de epis\u00f3dios de calculo renal em homens.\u00a0No entanto existe uma tend\u00eancia de eleva\u00e7\u00e3o na incid\u00eancia de c\u00e1lculos em mulheres nas \u00faltimas d\u00e9cadas.<\/p>\n<p><strong>Idade<\/strong> &#8211; mais comum entre 30 e 50 anos, com pico aos 45 anos.<\/p>\n<p><strong>Geografia<\/strong> &#8211; ocorre com maior frequ\u00eancia em localidades com clima quente e seco.<\/p>\n<p><strong>Ocupa\u00e7\u00e3o<\/strong> &#8211; atividades onde h\u00e1 exposi\u00e7\u00e3o a calor intenso, como trabalho em cozinha e caldeiras est\u00e3o associados a maior risco.<\/p>\n<p><strong>Obesidade, diabetes tipo 2 e s\u00edndrome\u00a0metab\u00f3lica<\/strong> &#8211; elevam o risco de lit\u00edase urin\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>\u00c1gua<\/strong> &#8211; a qualidade da \u00e1gua, bem como a quantidade de \u00e1gua ingeridas tamb\u00e9m interferem no risco de lit\u00edase.<\/p>\n<h2>Sintomas de pedra nos rins<\/h2>\n<h3>Dor lombar<\/h3>\n<p>A chamadas c\u00f3lica re<img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-3619\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedra-nos-rins-2-300x160.jpg\" alt=\"pedras nos rins \" width=\"386\" height=\"206\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedra-nos-rins-2-300x160.jpg 300w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedra-nos-rins-2.jpg 307w\" sizes=\"(max-width: 386px) 100vw, 386px\" \/>nal, ocorre de maneira aguda e com forte\u00a0intensidade. Normalmente \u00e9 unilateral, mas pode ocorrer dos dois lados. \u00a0Normalmente ocorre uma hipersensibilidade local associada.<\/p>\n<p>Este tipo de dor ocorre quando o c\u00e1lculo se desloca para o canal chamado ureter e obstrui o fluxo de urina, que normalmente \u00e9 continuo. Como forma de tentar desobstruir o sistema, este se dilata e contrai o que causa a dor t\u00edpica descrita acima.<\/p>\n<p>Outros tipos de dor tamb\u00e9m podem ocorrer, tais como dor na regi\u00e3o abdominal, virilha e at\u00e9 perna. Isso se d\u00e1 pelo padr\u00e3o de distribui\u00e7\u00e3o dos nervos chamados espl\u00e2ncnicos e diferentes posi\u00e7\u00f5es onde o c\u00e1lculo pode ficar impactado, que pode ser no rim, ureter alto, m\u00e9dio ou baixo.<\/p>\n<p>C\u00e1lculos localizados na bexiga e uretra tendem a ocasionar dor em regi\u00e3o supra-p\u00fabica e perineal (entre o anus e a bolso escrotal).<\/p>\n<h3>Febre<\/h3>\n<p>Febre baixa (temperatura axilar 37.8 a 39 graus) pode ocorrer em casos como infec\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas associadas a c\u00e1lculos renais coraliformes conhecidas como pielonefrite cr\u00f4nica ou em casos de c\u00e1lculos de bexiga.<\/p>\n<p>Temperaturas elevadas (temperatura axilar &gt; 39 graus) s\u00e3o associadas a quadros de pielonefrite aguda especialmente com obstru\u00e7\u00e3o dos ureteres. Nestes casos \u00e9 fundamental procurar atendimento m\u00e9dico uma vez que existe necessidade de imediata de drenagem do sistema urin\u00e1rio.<\/p>\n<h3>Sangramento ou urina escura<\/h3>\n<p>A simples presen\u00e7a destes c\u00e1lculos pode levar a sangramento, seja atrav\u00e9s de les\u00e3o direta ao revestimento do sistema urin\u00e1rio ou por fatores como infec\u00e7\u00e3o e inflama\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Casos de <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/sangue-na-urina-o-que-pode-ser\/\">hemat\u00faria<\/a> (sangue na urina) macrosc\u00f3pica isolada n\u00e3o s\u00e3o comuns. O mais comum \u00e9 que a hematuria seja microsc\u00f3pica (detectada em exames) ou associada a outros sintomas como dor ou febre.<\/p>\n<h3>Outros sintomas<\/h3>\n<p>Outros sintomas comuns associados a presen\u00e7a de pedra nos rins s\u00e3o<\/p>\n<ul>\n<li>N\u00e1useas e v\u00f4mitos<\/li>\n<li>Sudorese<\/li>\n<li>Dor ao urinar<\/li>\n<li>Emagrecimento<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Como prevenir pedra nos rins?<\/h2>\n<h2><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-3621\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedras-nos-rins-3-300x118.jpg\" alt=\"preven\u00e7\u00e3o de pedra nos rins\" width=\"499\" height=\"196\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedras-nos-rins-3-300x118.jpg 300w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedras-nos-rins-3.jpg 357w\" sizes=\"(max-width: 499px) 100vw, 499px\" \/><\/h2>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Existem duas formas de se evitar c\u00e1lculos renais. A primeira \u00e9 destinada a pacientes com hist\u00f3rico familiar ou que desejem reduzir o risco de forma prim\u00e1ria. Neste casos medidas gerais s\u00e3o suficientes:<\/p>\n<h3>Eleva\u00e7\u00e3o da ingesta h\u00eddrica<\/h3>\n<p>Beber muita \u00e1gua \u00e9 a melhor forma de se prevenir c\u00e1lculos renais. Sabemos que assim como uma pitada de sal em copo de \u00e1gua, os sais minerais n\u00e3o se depositam ou cristalizam quando o volume de \u00e1gua \u00e9 suficiente para &#8220;dissolve-los&#8221;. Estima-se que este risco seja bastante reduzido por volumes urin\u00e1rios superiores a 2 Litros.<\/p>\n<h3>Redu\u00e7\u00e3o do consumo de s\u00f3dio<\/h3>\n<p>Sabemos que o excesso de s\u00f3dio na urina \u00e9 trocado por c\u00e1lcio no aparelho de filtra\u00e7\u00e3o renal. Desta maneira, o consumo excessivo de s\u00f3dio (sal de cozinha) provoca um excesso de elimina\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio. Este c\u00e1lcio em excesso se liga a substancias como oxalato e fosfato para formar pedras.<\/p>\n<h3>Outras recomenda\u00e7\u00f5es<\/h3>\n<ul>\n<li>Reduzir consumo de alimentos ricos em cafeina como caf\u00e9, refrigerantes, \u00a0chocolate, etc<\/li>\n<li>Controlar consumo de prote\u00edna de origem animal.<\/li>\n<li>Evitar restri\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio na dieta.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Pedra nos rins &#8211; como resolver?<\/h2>\n<p>Dividimos a abordagem de pedra nos rins\u00a0baseados em sua posi\u00e7\u00e3o e tamanho<\/p>\n<h2>C\u00e1lculos renais<\/h2>\n<h3>Menores que 8 mm<\/h3>\n<p>A grande maioria dos c\u00e1lculos renais \u00e9 pequena e n\u00e3o necessita de qualquer tipo de interven\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. C\u00e1lculos inferiores a 8 mm no rim s\u00e3o normalmente diagnosticados incidentalmente e dificilmente levam a qualquer sintomatologia.<\/p>\n<p>Caso se desprendam do rim e des\u00e7am pelo ureter, c\u00e1lculos deste tamanha apresentam boa chance de serem eliminados espontaneamente.<\/p>\n<p>Nestas situa\u00e7\u00f5es est\u00e1 indicado apenas acompanhamento por imagem. Aconselhamento quanto a cuidados com dieta e conduta em caso de complica\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m fazem parte da abordagem.<\/p>\n<h3>Entre \u00a08 e 20 mm<\/h3>\n<p><iframe title=\"URETERORRENOLITOTRIPSIA FLEXIVEL LASER CALCULOS RENAIS FINAL\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/IezAXlOplPM?start=5&#038;feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Este tipo de c\u00e1lculo apresenta uma maior propens\u00e3o a complica\u00e7\u00f5es, como obstru\u00e7\u00e3o do sistema urin\u00e1rio, evolu\u00e7\u00e3o para c\u00e1lculos coraliforme, comprometimento da fun\u00e7\u00e3o da unidade renal e infec\u00e7\u00e3o. Desta forma, est\u00e1 indicado o tratamento.<\/p>\n<p>Hoje existem duas formas de se tratar c\u00e1lculos renais menores que 2 cm.<\/p>\n<p>A via preferencial \u00e9 a ureteroscopia flex\u00edvel com litotripsia a laser. Neste m\u00e9todo utilizamos um endosc\u00f3pio flex\u00edvel, semelhante ao usado para realiza\u00e7\u00e3o de endoscopias digestivas, para chegar ao c\u00e1lculo. Uma vez identificada a pedra \u00e9 destru\u00edda com Holmium laser.<\/p>\n<p>Caso a pedra n\u00e3o seja pulverizada completamente, fragmentos s\u00e3o retirados utilizando uma pin\u00e7a endosc\u00f3pica denominada basket.<\/p>\n<p>A alternativa a ureterscopia \u00e9 a litotripsia extracorp\u00f3rea por onda de choque, conhecida com LECO. Esta modalidade tem sido cada vez menos usada devido a taxas inferiores de resolutividade, no entanto pode constituir uma alternativa em pedras com densidade inferior a 1000 HU.<\/p>\n<h3>Maiores que 20 mm<\/h3>\n<p>Pedra nos rins com tamanho superior a 2 cms devem ser abordadas agressivamente. Na maioria das situa\u00e7\u00f5es estes j\u00e1 constituem c\u00e1lculo coraliformes, que moldam os c\u00e1lices renais e prejudicam a fun\u00e7\u00e3o do rim.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio podem ser utilizadas combina\u00e7\u00f5es de cirurgia percut\u00e2nea, ureteroscopia flex\u00edvel e LECO. \u00c9 importante salientar que muitas vezes s\u00e3o necess\u00e1rios mais de um procedimentos para atingir a resolu\u00e7\u00e3o completa dos c\u00e1lculo.<\/p>\n<h2>C\u00e1lculos Ureterais<\/h2>\n<p>C\u00e1lculos ureterais associados a infec\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o da fun\u00e7\u00e3o renal, bilaterais ou associados a dor refrat\u00e1ria a medica\u00e7\u00f5es devem ser abordados cirurgicamente. Muitas vezes a drenagem com cateter duplo J \u00e9 a melhor conduta.<\/p>\n<p>Em casos n\u00e3o complicados procede-se a avalia\u00e7\u00e3o por tamanho:<\/p>\n<h3>Menores que 5 mm<\/h3>\n<p>Diferente dos c\u00e1lculos renais n\u00e3o se deve observar c\u00e1lculos ureterais, pois estes apresentam car\u00e1cter obstrutivo prejudicando a fun\u00e7\u00e3o da unidade renal. No entanto, existem casos onde a elimina\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea \u00e9 muito elevada. Nesta situa\u00e7\u00f5es condutas n\u00e3o cir\u00fargicas podem ser adotadas.<\/p>\n<p>Apesar de controversa, \u00a0a utiliza\u00e7\u00e3o de alfa bloqueadores como a tansulosina, pode ser utilizada para ajudar na elimina\u00e7\u00e3o dos c\u00e1lculos. Al\u00e9m disso \u00e9 fundamental o controle da dor e de v\u00f4mitos, e a monitoriza\u00e7\u00e3o de sinais de infec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Podemos observar um c\u00e1lculo por at\u00e9 4 semanas sem que haja preju\u00edzo da fun\u00e7\u00e3o do rim. A partir deste per\u00edodo esta indicada a desobstru\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica.<\/p>\n<h3>Entre 5 e 7 mm<\/h3>\n<p>C\u00e1lculos entre 5 e 7 mm apresentam uma probabilidade intermedi\u00e1ria de elimina\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea. Nestes casos o tratamento deve ser individualizado.<\/p>\n<p>Importante nos casos de acompanhamento \u00e9 confirmar a elimina\u00e7\u00e3o do c\u00e1lculo em 4 a 6 semanas para evitar manter a unidade renal obstru\u00edda por per\u00edodo prolongado.<\/p>\n<h3>Maiores que 7 mm<\/h3>\n<p>Pedras maior<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-3630 size-medium\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedras-nos-rins-6-300x147.jpg\" alt=\"ureteroscopia\" width=\"300\" height=\"147\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedras-nos-rins-6-300x147.jpg 300w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/07\/pedras-nos-rins-6.jpg 607w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>es que 7 mm devem ser abordadas endoscopicamente.<\/p>\n<p>A abordagem preferida hoje consiste em ureterolitotripsia. Utiliza-se um aparelho endosc\u00f3pica semi-rigido para identificar e destruir o c\u00e1lculo. Para isso pode-se usar Holmium laser ou litotridores mec\u00e2nicos.<\/p>\n<p>Este tipo de procedimento \u00e9 seguro e apresenta p\u00f3s-operat\u00f3rio bastante acelerado. N\u00e3o h\u00e1 necessidade de corte uma vez que o aparelho \u00e9 introduzido pela uretra. Na \u00a0maioria dos casos alta hospitalar ocorre em 1 dia.<\/p>\n<h2>Algumas refer\u00eancias<\/h2>\n<p><a href=\"http:\/\/uroweb.org\/wp-content\/uploads\/22-Urolithiasis_LR_full.pdf\">http:\/\/uroweb.org\/wp-content\/uploads\/22-Urolithiasis_LR_full.pdf<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/livro\/63ra\/conpeex\/pibic\/trabalhos\/FERNA000.PDF\">http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/livro\/63ra\/conpeex\/pibic\/trabalhos\/FERNA000.PDF<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.bbg01.com\/cdn\/clientes\/spnefro\/pjnh\/7\/artigo_02.pdf\">http:\/\/www.bbg01.com\/cdn\/clientes\/spnefro\/pjnh\/7\/artigo_02.pdf<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O termo t\u00e9cnico para a presen\u00e7a de pedra nos rins \u00e9 lit\u00edase urin\u00e1ria que vem do prefixo &#8220;lithos&#8221;, ou\u00a0pedra em grego. As vias urin\u00e1rias s\u00e3o compostas pelos rins, ureteres, bexiga e uretra. 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