{"id":3340,"date":"2017-04-02T22:34:49","date_gmt":"2017-04-03T01:34:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.drjappedrosa.com\/?page_id=3340"},"modified":"2017-12-25T19:53:54","modified_gmt":"2017-12-25T21:53:54","slug":"cancer-de-bexiga","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/cancer-de-bexiga\/","title":{"rendered":"C\u00e2ncer de Bexiga"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row full_width=&#8221;0&#8243; full_height=&#8221;0&#8243; background=&#8221;bgimage&#8221; bgimage=&#8221;2913&#8243; parallax=&#8221;0&#8243;][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h2>Saiba mais sobre c\u00e2ncer de bexiga<\/h2>\n<p>[\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column][vc_tta_tabs style=&#8221;modern&#8221; active_section=&#8221;1&#8243;][vc_tta_section title=&#8221;Introdu\u00e7\u00e3o&#8221; tab_id=&#8221;1473816534835-fc98862f-ce545d1a-e6b4&#8243;][vc_toggle title=&#8221;O que \u00e9 a bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473817345969-bd5b9a20-be24&#8243;]Primeiro passo para entender o <strong>c\u00e2ncer de bexiga<\/strong> \u00e9 conhecer a anatomia do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n<p>A bexiga \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo armazenamento e pela elimina\u00e7\u00e3o da urina, ou seja, respons\u00e1vel pela contin\u00eancia urin\u00e1ria. Encontrado na pelve, parte inferior da cavidade abdominal, a bexiga recebe a urina que \u00e9 conduzida dos rins atrav\u00e9s de canais denominados ureteres. Estes condutos desembocam no tr\u00edgono vesical.<\/p>\n<p>Em situa\u00e7\u00f5es normais est\u00e1 urina n\u00e3o retorna aos rins devido ao chamado mecanismo anti-refluxo. Isso protege as unidades renais de danos relacionados a agentes infecciosos e eleva\u00e7\u00e3o de press\u00e3o no sistema urin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que se pode pensar, a bexiga n\u00e3o \u00e9 um \u00f3rg\u00e3o est\u00e1tico. Ela \u00e9 composta por camadas musculares que tem como fun\u00e7\u00e3o relaxar gradativamente para acomodar a urina sob baixa press\u00e3o. A contra\u00e7\u00e3o, por sua vez, ocorre de forma homog\u00eanea de modo a eliminar a urina de forma eficiente. Isso evita res\u00edduo urin\u00e1rio e danos relacionados a mic\u00e7\u00e3o com press\u00e3o elevada (Ex: divert\u00edculos e ruptura).[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Onde fica a bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473817345748-ef7ed1f1-c142&#8243;]A bexiga localiza-se na pelve. Nas mulheres situa-se superiormente ao \u00fatero, logo acima da uretra. O aparelho genital feminino se separa do aparelho urin\u00e1rio durante a embriog\u00eanese, prevalecendo um arranjo em paralelo das estruturas.<\/p>\n<p>No homem, existe uma maior rela\u00e7\u00e3o entre aparelho reprodutor e o urin\u00e1rio. A bexiga se posiciona acima da pr\u00f3stata de maneira quase indissoci\u00e1vel. A uretra viaja pelo interior da pr\u00f3stata at\u00e9 alcan\u00e7ar o p\u00eanis e meato uretral.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Para que serve a bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473817345507-5d22f064-9785&#8243;]\u00c9 gra\u00e7as a bexiga que os seres humanos s\u00e3o capazes de armazenar o conte\u00fado urin\u00e1rio, e elimin\u00e1-lo de forma volunt\u00e1ria, ou seja, este \u00f3rg\u00e3o \u00e9 o maior respons\u00e1vel pela contin\u00eancia urin\u00e1ria.<\/p>\n<p>Muito al\u00e9m de uma cavidade est\u00e1tica, a bexiga exerce sua fun\u00e7\u00e3o de armazenamento de forma ativa. Este \u00f3rg\u00e3o mantem\u00a0 sempre press\u00e3o baixa no seu interior. Este mecanismo funciona at\u00e9 que sua capacidade m\u00e1xima seja atingida, nesse momento impulsos nervosos sensitivo informam ao sistema nervoso central sobre a necessidade de esvaziamento.<\/p>\n<p>A mic\u00e7\u00e3o consiste de evento complexo. Na inf\u00e2ncia ocorre de forma reflexa, involunt\u00e1ria. Ap\u00f3s amadurecimento durante a inf\u00e2ncia gradativamente assumimos o controle deste processo, at\u00e9 o controle completo.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Quais s\u00e3o as causas do c\u00e2ncer de bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473817345259-c451fc65-ade9&#8243;]<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-3361 size-medium\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/dreamstime_xl_74197268-300x296.jpg\" alt=\"c\u00e2ncer de bexiga\" width=\"300\" height=\"296\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/dreamstime_xl_74197268-300x296.jpg 300w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/dreamstime_xl_74197268-768x759.jpg 768w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/dreamstime_xl_74197268-1024x1012.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Os tumores malignos de bexiga surgem devido a altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que podem ser herdadas de maneira familiar, ou adquiridas atrav\u00e9s muta\u00e7\u00f5es ao longo da vida. Estas muta\u00e7\u00f5es podem ocorrer de forma eventual ou estar relacionadas a toxinas denominadas carcinog\u00eanicas.<\/p>\n<p>No caso espec\u00edfico da bexiga a exposi\u00e7\u00e3o por tempo prolongado a urina e compostos nela excretados comp\u00f5e uma das principais causas de forma\u00e7\u00e3o de tumores.<\/p>\n<p>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Quais s\u00e3o os fatores de risco do c\u00e2ncer de bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1514135747941-8f078a22-3755&#8243;]Hoje conhecemos diversos <a href=\"https:\/\/www.cancer.org\/cancer\/bladder-cancer.html\">fatores de risco<\/a> para o c\u00e2ncer de bexiga<\/p>\n<p>Comportamentais<\/p>\n<p>Tabagismo \u2013 o c\u00e2ncer de bexiga \u00e9 um dos tumores associados ao h\u00e1bito de fumar que eleva em cerca de 3 vezes a chance do seu aparecimento . Isto est\u00e1 relacionado as toxinas inaladas durante o fumo.<\/p>\n<p>Exposi\u00e7\u00e3o ocupacional &#8211; a exposi\u00e7\u00e3o a aminas arom\u00e1ticas utilizadas em industrias de corante e tintas est\u00e1 fortemente associada ao c\u00e2ncer de bexiga. Outras formas de exposi\u00e7\u00e3o ocupacional tamb\u00e9m est\u00e3o identificadas, tais como em industrias de borracha, de couro e t\u00eaxteis. Fora do ambiente industrial, pintores, cabelereiros e motoristas de caminh\u00e3o e trem tamb\u00e9m podem apresentar risco elevado.<\/p>\n<p>Ars\u00eanico &#8211; exposi\u00e7\u00e3o a concentra\u00e7\u00f5es elevadas de ars\u00eanico, especialmente em \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n<p>Medicamentosos<\/p>\n<p>Medicamentos &#8211; a pioglitazona, medica\u00e7\u00e3o utilizada para tratamento do diabetes foi associada ao aparecimento de c\u00e2ncer de bexiga. Fitoter\u00e1pico denominado\u00a0<em>Aristolochia fangchi<\/em>\u00a0tamb\u00e9m est\u00e1 associada ao aparecimento de tumores vesicais<\/p>\n<p>Quimioter\u00e1picos \u2013 ciclofosfamida e a ifosfamida tamb\u00e9m podem elevar o risco de c\u00e2ncer de bexiga.<\/p>\n<p>Radioterapia &#8211; a radia\u00e7\u00e3o p\u00e9lvica est\u00e1 associada a eleva\u00e7\u00e3o no risco de novos tumores na bexiga.<\/p>\n<p>Uso cr\u00f4nico de cateter vesical &#8211;\u00a0 provoca rea\u00e7\u00e3o inflamat\u00f3ria na bexiga e est\u00e1 ao aparecimento de tumores vesicais, em especial o subtipo escamoso.<\/p>\n<p>Infecciosos<\/p>\n<p>Infec\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica\/<em>Schistossoma haematobium<\/em>\u00a0&#8211; Qualquer infec\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica da bexiga pode levar a forma\u00e7\u00e3o de tumores vesicais. O destaque para a schistossomiase est\u00e1 no seu car\u00e1ter end\u00eamico em algumas regi\u00f5es, em especial no Egito.<\/p>\n<p>Outros<\/p>\n<p>Malforma\u00e7\u00f5es cong\u00eanitas &#8211; A principal malforma\u00e7\u00e3o associada com tumores vesicais \u00e9 a extrofia de bexiga.<\/p>\n<p>S\u00edndromes Gen\u00e9ticas &#8211; Existem algumas s\u00edndrome raras nas quais genes herdados predisp\u00f5em a forma\u00e7\u00e3o diversos tipos de c\u00e2ncer, no entanto apenas algumas delas est\u00e3o associadas ao aparecimento de tumores na bexiga. S\u00e3o as s\u00edndromes de Cowden, Linch e do retinoblastoma.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;O c\u00e2ncer de Bexiga \u00e9 heredit\u00e1rio? &#8221; el_id=&#8221;1473817345055-8792c60d-f932&#8243;]Dificilmente encontramos fam\u00edlias onde se acumulem casos de c\u00e2ncer de bexiga. Baseado nisso podemos dizer que o componente heredit\u00e1rio neste tumor desempenha um papel perif\u00e9rico quando comparado a fatores ambientais como exposi\u00e7\u00e3o a toxinas e o tabagismo.<\/p>\n<p>Existem estudos demonstrando altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas que codificam prote\u00ednas que destroem estas toxinas e associando estas altera\u00e7\u00f5es a maior propens\u00e3o a forma\u00e7\u00e3o de tumores. Quando h\u00e1 este tipo de exposi\u00e7\u00e3o, no entanto o impacto destas altera\u00e7\u00f5es ainda \u00e9 incerto e estudos adicionais s\u00e3o necess\u00e1rios para definir o real papel destas muta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas em genes com RB1 e PTEN podem associar-se a forma\u00e7\u00e3o de m\u00faltiplos tumores, incluindo os tumores de bexiga. Nestes casos, pacientes apresentam s\u00edndromes heredit\u00e1rias e devem receber aconselhamento gen\u00e9tico. A principal quest\u00e3o \u00e9 a possibilidade de transfer\u00eancia destas muta\u00e7\u00f5es aos filhos carrear o risco de desenvolvimento de tumores.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Cigarro causa c\u00e2ncer de bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473817344859-0f77ee8a-5712&#8243;]Sim, \u00a0o c\u00e2ncer de bexiga \u00e9 um dos tipos de c\u00e2ncer que est\u00e3o intimamente relacionados ao h\u00e1bito de fumar. Para ser mais exato, pacientes tabagista tem um risco 3 vezes maior de desenvolverem tumores de bexiga do que n\u00e3o tabagistas.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Quais s\u00e3o os sintomas do c\u00e2ncer de bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473817344647-e3add345-c4f1&#8243;]O c\u00e2ncer de bexiga pode se manifestar de diversas formas, sendo a mais comum representada pela presen\u00e7a de sangue na urina. Denominado de <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/sangue-na-urina-o-que-pode-ser\/\">hemat\u00faria<\/a>, este sintoma pode se apresentar de maneira abrupta, com sangramento profuso, ou de maneira indolente, tingindo a urina com colora\u00e7\u00e3o rosada.<\/p>\n<p>Neste cen\u00e1rio, \u00e9 fundamental a realiza\u00e7\u00e3o de exame denominado <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/cistoscopia\/\">cistoscopia<\/a>, no qual o urologista \u00e9 capaz de visualizar e biopsiar poss\u00edveis tumores de bexiga.<\/p>\n<p>Outros sintomas que podem aparecer, est\u00e3o relacionados ao impacto que a presen\u00e7a destes tumores pode causar na din\u00e2mica vesical, algo semelhante a uma infec\u00e7\u00e3o urin\u00e1ria baixa, popularmente conhecida como cistite. Dento deste grupo de sintomas podemos encontrar:<\/p>\n<ul>\n<li>dor ao urinar,<\/li>\n<li>urg\u00eancia para ir ao banheiro urinar,<\/li>\n<li>eleva\u00e7\u00e3o da frequ\u00eancia urin\u00e1ria,<\/li>\n<li>dor lombar.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Por \u00faltimo, assim como qualquer tipo de c\u00e2ncer que se apresente em uma fase tardia, os tumores vesicais podem se apresentar com sintomas relacionados a les\u00f5es secund\u00e1rias. Exemplos:<\/p>\n<ul>\n<li>insufici\u00eancia hep\u00e1tica,<\/li>\n<li>\u201cfalta de ar\u201d,<\/li>\n<li>fraturas,<\/li>\n<li>emagrecimento sem causa aparente, e<\/li>\n<li>inapet\u00eancia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_toggle][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Diagn\u00f3stico&#8221; tab_id=&#8221;1473816534897-a2098127-5bba5d1a-e6b4&#8243;][vc_toggle title=&#8221;Diagnostico Existe rastreamento para c\u00e2ncer de bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473817126008-f4d37bef-5774&#8243;]Devido a sua baixa incid\u00eancia na popula\u00e7\u00e3o e aus\u00eancia de popula\u00e7\u00e3o-alvo espec\u00edfica n\u00e3o h\u00e1 recomenda\u00e7\u00e3o para rastreamento ativo do c\u00e2ncer de bexiga. A melhor forma de realizar o diagn\u00f3stico precoce est\u00e1 na valoriza\u00e7\u00e3o dos sintomas com pronta investiga\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/cistoscopia\/\">cistoscopia.<\/a>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Como se faz o diagn\u00f3stico do c\u00e2ncer de bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473817125622-0b5eabbd-f8ad&#8221;]<img decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3310\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/21-200x300.jpg\" alt=\"21\" width=\"200\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/21-200x300.jpg 200w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/21-768x1152.jpg 768w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/21-683x1024.jpg 683w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/><\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico definitivo do c\u00e2ncer de bexiga, assim como de qualquer tumor s\u00f3lido, \u00e9 estabelecido atrav\u00e9s da bi\u00f3pisa com an\u00e1lise histopatol\u00f3gica. Paciente com\u00a0 exames que sugiram a possibilidade de tumor na bexiga devem ser submetidos a resse\u00e7\u00e3o transuretral deste tumor e o material retirado enviado para an\u00e1lise. Este procedimento pode funcionar como m\u00e9todo diagn\u00f3stico e de tratamento, uma vez que, em tumores de baixo risco, a simples ressec\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica pode ser suficiente.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, ou seja, antes da realiza\u00e7\u00e3o da bi\u00f3psia, consiste a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica dos sintomas, citologia urin\u00e1ria, m\u00e9todos de imagem (tomografia computadorizada, Resson\u00e2ncia ou ultrassonografia) e <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/cistoscopia\/\">cistoscopia<\/a>. Com estes exames podemos diagnosticar uma les\u00e3o suspeita e definir a necessidade da ressec\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de todos estes exames possu\u00edrem a capacidade de demonstrar tumores vesicais um deles se destaca na exclus\u00e3o deste diagn\u00f3stico, adquirindo posi\u00e7\u00e3o importante no manejo diagn\u00f3stico. A cistoscopia \u00e9 o exame que pode assegurar de forma mais segura a aus\u00eancia de tumores.\u00a0 Sempre que houver suspeita, uma vez que citologia ou exames de imagem normais n\u00e3o excluem este diagn\u00f3stico,\u00a0 a avalia\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica deve ser realizada.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;O que \u00e9 cistoscopia?&#8221; el_id=&#8221;1473817116785-b3683687-d44e&#8221;]<img decoding=\"async\" class=\"alignleft wp-image-3437 size-medium\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/cistoscpia-flex\u00edvel-203x300.png\" alt=\"cistoscopia flex\u00edvel\" width=\"203\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/cistoscpia-flex\u00edvel-203x300.png 203w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/06\/cistoscpia-flex\u00edvel.png 280w\" sizes=\"(max-width: 203px) 100vw, 203px\" \/><a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/cistoscopia\/\">Cistoscopia<\/a> \u00e9 exame endosc\u00f3pico da bexiga, assim como a endoscopia digestiva alta e colonoscopia, se baseia na observa\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s de lente de aumento do revestimento da bexiga, denominado mucosa. Devido a contiguidade com a uretra, cistocopia acaba por avaliar tamb\u00e9m o aspecto da mucosa uretral, e muitas vezes \u00e9 chamada de uretrocistoscopia.<\/p>\n<p>O <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/cistoscopia-doi\/\">exame pode ser realizado<\/a> com anestesia local, especialmente quando utiliza-se endosc\u00f3pio flex\u00edvel. A realiza\u00e7\u00e3o de cistoscopia r\u00edgida ou armada, pressup\u00f5e a necessidade de instrumenta\u00e7\u00e3o cir\u00fargica do \u00f3rg\u00e3o, seja para retirada de cateteres, bi\u00f3pisas ou extra\u00e7\u00e3o de c\u00e1lculos, e , por esse motivo, deve ser realizada em centro cir\u00fargico e sob anestesia.<\/p>\n<p>Este \u00e9 o exame mais importante para avalia\u00e7\u00e3o de tumores de bexiga, pois al\u00e9m de dar informa\u00e7\u00f5es importantes a respeito do aspecto, localiza\u00e7\u00e3o e tamanho das les\u00f5es quando estas est\u00e3o presentes, apresentam uma maior acur\u00e1cia para definir a aus\u00eancia de les\u00f5es.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Como \u00e9 feita a biopsia da bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473817125370-422d9a38-ce3a&#8221;]Uma bi\u00f3psia consiste da retirada de material de uma les\u00e3o ou \u00f3rg\u00e3o para avalia\u00e7\u00e3o por t\u00e9cnicas de colora\u00e7\u00e3o e de magnifica\u00e7\u00e3o por m\u00e9dico denominado patologista. No caso da bexiga, esta retirada de material pode ser realizada de 2 formas.<\/p>\n<p>A forma mais comum consiste da resse\u00e7\u00e3o transuretral. Este procedimento \u00e9 realizado em centro cir\u00fargico e utiliza instrumental endosc\u00f3pico para ressec\u00e7\u00e3o total ou parcialmente a les\u00e3o. Neste procedimento um volume grande de tumor \u00e9 retirado o que muitas vezes \u00e9 suficiente para o tratamento.<\/p>\n<p>A segunda forma de bi\u00f3pisa \u00e9 baseada na retirada de fragmento para estudo. Neste caso s\u00e3o utilizadas pin\u00e7a para retirada de fragmentos pequenos do tumor visando exclusivamente o diagn\u00f3stico. Este procedimento pode ser realizado fora de ambiente hospitalar, levando sempre em considera\u00e7\u00e3o risco de sangramento.<\/p>\n<p>As bi\u00f3psias a frio, como s\u00e3o chamadas, ficam restritas a les\u00f5es duvidosas, suspeita de carcinoma in situ ou situa\u00e7\u00f5es onde a ressec\u00e7\u00e3o transuretral n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel (ex: durante realiza\u00e7\u00e3o de outros procedimentos endosc\u00f3picos como retirada de c\u00e1lculos, etc)[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Quando devemos realizar cistoscopia?&#8221; el_id=&#8221;1473817284841-cc99a85a-bbe4&#8243;]A <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/cistoscopia\/\">cistoscopia<\/a> \u00e9 o melhor exame para detec\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer de bexiga. Este exame deve ser realizado sempre que houver suspeita deste tipo de tumor. Principais sintomas s\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>presen\u00e7a de sangue na urina,<\/li>\n<li>dor para urinar,<\/li>\n<li>dist\u00farbios da frequ\u00eancia da mic\u00e7\u00e3o,<\/li>\n<li>urg\u00eancia miccional.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Outras indica\u00e7\u00f5es est\u00e3o relacionadas a complementa\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o obtida por demais m\u00e9todos diagn\u00f3sticos. Exemplos: presen\u00e7a de citologia positiva para c\u00e9lulas neopl\u00e1sicas, imagens suspeitas e ultrassonografia, tomografia ou resson\u00e2ncia nuclear magn\u00e9tica.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que a cistoscopia tamb\u00e9m auxilia no diagn\u00f3stico de outras doen\u00e7as. Desta maneira pode ser indicada em casos de suspeita:<\/p>\n<ul>\n<li>de tumor uretral,<\/li>\n<li>hiperplasia prost\u00e1tica,<\/li>\n<li>c\u00e1lculos vesicais,<\/li>\n<li>entre outros.<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Resson\u00e2ncia Magn\u00e9tica da bexiga, quando devo realizar?&#8221; el_id=&#8221;1473817125130-1062ab2f-2ba2&#8243;]A resson\u00e2ncia nuclear magn\u00e9tica vem sendo cada vez mais utilizada na avalia\u00e7\u00e3o de tumores vesicais. Dentre os demais exames de imagem, \u00e9 o com maior acur\u00e1cia na detec\u00e7\u00e3o de les\u00f5es vesicais suspeitas.<\/p>\n<p>No entanto \u00e9 no estadiamento que este exame apresenta maior destaque. Hoje, temos que a presen\u00e7a de tumor na camada muscular da bexiga \u00e9 um importante fator diagn\u00f3stico capaz de guiar mudan\u00e7as no tratamento.<\/p>\n<p>Ocorre que a demonstra\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas musculares no exame de ressec\u00e7\u00f5es transuretrais \u00e9 bastante desafiadora, e, muitas vezes, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel demonstrar invas\u00e3o da camada muscular. Nesse contexto, a resson\u00e2ncia nuclear pode demonstrar tanto a presen\u00e7a de invas\u00e3o da camada muscular influenciando no tratamento.<\/p>\n<p>Outro aspecto importante est\u00e1 ligado a capacidade do exame em identificar linfonodos com suspeita de infiltra\u00e7\u00e3o tumoral. neopl\u00e1sica, influenciando no tratamento da doen\u00e7a.[\/vc_toggle][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Tratamento&#8221; tab_id=&#8221;1473816672180-03822bf2-817d5d1a-e6b4&#8243;][vc_toggle title=&#8221;Tratamento Existe cura para o c\u00e2ncer de bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473816800517-c41c0353-0fa4&#8243;]Sim, o c\u00e2ncer de bexiga pode ser curado quando diagnosticado e tratado em fase inicial. Por isso \u00e9 fundamental a avalia\u00e7\u00e3o precoce em caso de sintomas relacionados.<\/p>\n<p>Sabemos que tumores avan\u00e7ados localmente ou disseminados para G\u00e2nglios linf\u00e1ticos ainda podem ser resgatados. Nestes casos cirurgias radicais e quimioterapia podem ser utilizados.<\/p>\n<p>Nos casos de doen\u00e7a metast\u00e1tica \u00e0 dist\u00e2ncia, a cura n\u00e3o imposs\u00edvel mas extremamente rara. Nestes casos o manejo inicial \u00e9 atrav\u00e9s de quimioterapia sist\u00eamica para tentar postergar a progress\u00e3o da doen\u00e7a e reduzir sintomas.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Quais s\u00e3o os tipos de tratamento para o c\u00e2ncer de bexiga? &#8221; el_id=&#8221;1473816868529-115e8544-0466&#8243;]Existem v\u00e1rios tipos de tratamento para o c\u00e2ncer de bexiga. Desde m\u00e9todos ablativos endosc\u00f3picos at\u00e9 cirurgias complexas com <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/o-que-e-cistectomia-com-neobexiga\/\">confec\u00e7\u00e3o de bexigas constitu\u00eddas de al\u00e7as intestinais<\/a>.<\/p>\n<p>De forma bastante simplificada podemos dizer que os tumores superficiais de bexiga podem ser manejados com ressec\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica e tratamento intravesical. J\u00e1 os tumores invasivos devem ser abordados atrav\u00e9s de tratamento oncol\u00f3gico multimodal incluindo cirurgia, quimioterapia e radioterapia.<\/p>\n<p>Tratamentos:<\/p>\n<ul>\n<li>Ressec\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica.<\/li>\n<li>Quimioterapia intravesical.<\/li>\n<li>BCG intravesical.<\/li>\n<li>Radioterapia.<\/li>\n<li>Quimioterapia.<\/li>\n<li>Cistectomia Parcial.<\/li>\n<li>Cistectomia Radical.<\/li>\n<li>Imunoterapia.<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Qual o papel do tratamento com BCG no c\u00e2ncer de bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473816868317-4111be4d-70a2&#8243;]O imunoterapia com BCG \u00e9 utilizada atrav\u00e9s de inje\u00e7\u00f5es peri\u00f3dicas da vacina, que \u00e9 composta por um microrganismo atenuado, na bexiga. O efeito da droga \u00e9 mediado pela rea\u00e7\u00e3o da bexiga ao contato com esta bact\u00e9ria. A ativa\u00e7\u00e3o do sistema imune contra as c\u00e9lulas tumorais ocorre como consequ\u00eancia deste processo.<\/p>\n<p>Este tipo de tratamento est\u00e1 indicado como m\u00e9todo aditivo a retirada do tumor principalmente em tumores superficiais de alto grau. A BCG intravesical \u00e9 \u00fanico m\u00e9todo capaz de reduzir o numero de recorr\u00eancias e impedir a progress\u00e3o destes tumores.<\/p>\n<p>Nos casos de tumores de baixo grau, a BCG pode ser utilizada como m\u00e9todo de resgate em tumores recorrentes.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Como se faz o acompanhamento ap\u00f3s ressec\u00e7\u00e3o de tumores de bexiga? &#8221; el_id=&#8221;1473816867786-067e1549-2338&#8243;]O acompanhamento ap\u00f3s ressec\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica de tumores vesicais \u00e9 baseado na avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de recorr\u00eancia no interior da bexiga. A identifica\u00e7\u00e3o precoce das recorr\u00eancias possibilita melhor resultados com tratamento, bem como tratamentos menos intensos.<\/p>\n<p>Os protocolos variam de acordo com o risco do tumor:<\/p>\n<ul>\n<li>Baixo risco &#8211; de cistoscopia semestral no primeiro ano e anual posteriormente.<\/li>\n<li>Risco intermedi\u00e1rio &#8211; cistoscopia trimestral no primeiro ano, semestral no segundo e anual posteriormente<\/li>\n<li>Alto Risco &#8211; cistoscopia trimestral no primeiro ano, semestral nos 4 anos subsequentes at\u00e9 completar 5 anos, e anual posteriormente.<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Ressec\u00e7\u00e3o transuretral de bexiga, o que \u00e9?&#8221; el_id=&#8221;1473816867331-6ddfcc0a-253e&#8221;]A ressec\u00e7\u00e3o transuretral de bexiga \u00e9 popularmente denominada RTU de bexiga. O procedimento consiste da utiliza\u00e7\u00e3o de endosc\u00f3pico para retirada do tumor. Para isso \u00e9 utilizada uma al\u00e7a carregada com eletrocaut\u00e9rio com objetivo de promover a coagula\u00e7\u00e3o de sangramento.<\/p>\n<p>A retirada do material ressecado e feita posteriormente atrav\u00e9s de evacuador que atua atrav\u00e9s de turbilhonamento.Este material \u00e9 posteriormente enviado para estudo histopatol\u00f3gico para determina\u00e7\u00e3o do tipo, grau e est\u00e1dio do tumor.<\/p>\n<p>Em tumores superficiais de baixo grau, a simples ressec\u00e7\u00e3o completa da les\u00e3o pode ser considerada um tratamento efetivo. Na maioria dos casos \u00e9 importante repetir o procedimento para determinar se a retirada foi realmente completa.<\/p>\n<p>Nos casos de tumores de alto grau, outros tratamentos devem ser associados. Nos casos de tumor superficial ou T1, o tratamento com BCG intravesical est\u00e1 indicado. Em casos de invas\u00e3o mais profunda, faz-se a op\u00e7\u00e3o entre radioterapia e cirurgia com quimioterapia.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Como eu posso saber sobre o progn\u00f3stico de tumores de bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473816866783-da728bd0-bf4d&#8221;]Os tumores de bexiga se dividem em tumores m\u00fasculo invasivos e n\u00e3o m\u00fasculo invasivos. Tumores invasivos encerram uma elevada probabilidade de progress\u00e3o. Estes tumores devem ser tratados de maneira agressiva utilizando combina\u00e7\u00f5es de quimioterapia, radioterapia e cirurgia.<\/p>\n<p>Tumores n\u00e3o m\u00fasculo invasivos ou superficiais, como eram chamados, apresentam um progn\u00f3stico melhor. Nestes casos raramente detectamos met\u00e1stases a dist\u00e2ncia no momento do diagn\u00f3stico. No entanto alguns subtipos apresentam propens\u00e3o a progress\u00e3o. Nestes casos o tratamento e acompanhamento devem ser mais intensos.<\/p>\n<p>Para a identificar les\u00f5es com pior progn\u00f3stico utilizamos a classifica\u00e7\u00e3o de risco:<\/p>\n<ul>\n<li>Baixo risco &#8211; as les\u00f5es prim\u00e1rias e solit\u00e1rias, menores de 3 cm e de baixo grau histol\u00f3gico, na aus\u00eancia de carcinoma in situ.<\/li>\n<li>Risco intermedi\u00e1rio &#8211; les\u00f5es que n\u00e3o se enquadram nos demais grupos. Por ex: les\u00f5es de baixo grau m\u00faltiplas, recorrentes <u>ou <\/u>volumosas (&gt;3cm).<\/li>\n<li>Alto risco &#8211; invas\u00e3o da l\u00e2mina pr\u00f3pria (T1), les\u00e3o de alto grau, carcinoma in situ. Les\u00f5es maiores que 3 cm, recorrentes ou m\u00faltiplas mesmo que de baixo grau histol\u00f3gico podem ser classificados como alto risco.<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Como se faz o acompanhamento ap\u00f3s ressec\u00e7\u00e3o de tumores de bexiga? &#8221; el_id=&#8221;1473816993195-be3ac00a-5909&#8243;]O acompanhamento ap\u00f3s ressec\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica de tumores vesicais \u00e9 baseado na avalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica de recorr\u00eancia no interior da bexiga. A identifica\u00e7\u00e3o precoce das recorr\u00eancias possibilita melhor resultados com tratamento, bem como tratamentos menos intensos.<\/p>\n<p>Os protocolos variam de acordo com o risco do tumor:<\/p>\n<ul>\n<li>Baixo risco &#8211; de cistoscopia semestral no primeiro ano e anual posteriormente.<\/li>\n<li>Risco intermedi\u00e1rio &#8211; cistoscopia trimestral no primeiro ano, semestral no segundo e anual posteriormente<\/li>\n<li>Alto Risco &#8211; cistoscopia trimestral no primeiro ano, semestral nos 4 anos subsequentes at\u00e9 completar 5 anos de acompanhamento, e anual posteriormente<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Quando o tratamento cir\u00fargico radical est\u00e1 indicado?&#8221; el_id=&#8221;1473816992748-cb20d7e7-0148&#8243;]O tratamento cir\u00fargico consiste da retirada da bexiga, que pode ser parcial ou completa (denominada radical). Esta indicado quando o tumor apresenta invas\u00e3o da camada muscular ou quando se apresenta refrat\u00e1rio ao tratamento endosc\u00f3pico e com BCG.<\/p>\n<p>Outras indica\u00e7\u00f5es dizem respeito a tipos histol\u00f3gicos diferentes, variantes com mal progn\u00f3stico e presen\u00e7a de invas\u00e3o linfo vascular.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;Como escolher entre radioterapia e cirurgia para tratar um c\u00e2ncer de bexiga invasivo?&#8221; el_id=&#8221;1473816992202-e5927fcb-52a3&#8243;]At\u00e9 hoje n\u00e3o existem estudos comparativos adequados entre os dois m\u00e9todos. No entanto evid\u00eancias indiretas apontam para melhor resultado da cirurgia quando comparada ao tratamento radioter\u00e1pico. Em centros com vasta experi\u00eancia com radioterapia, as\u00a0 taxas de cirurgia de resgate est\u00e3o em torno de 30\/40%. Esse dado mostra que nem sempre a radioterapia \u00e9 efetiva no tratamento dos tumores de bexiga.<\/p>\n<p>Apesar disso a radioterapia figura como m\u00e9todo com possibilidade curativa. O tratamento pode deve ser indicado em pacientes que n\u00e3o apresentem condi\u00e7\u00f5es para serem submetidos a cirurgia de grande porte.<\/p>\n<p>Assim como a cistectomia parcial, a chamada terapia multimodal (radioterapia + quimioterapia), apresenta melhores resultados em pacientes com:<\/p>\n<ul>\n<li>tumores localizados,<\/li>\n<li>sem a presen\u00e7a de dilata\u00e7\u00e3o ureteral,<\/li>\n<li>sem carcinoma in situ e<\/li>\n<li>passiveis de resse\u00e7\u00e3o completa durante a ressec\u00e7\u00e3o endosc\u00f3pica.<\/li>\n<\/ul>\n<p>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;O que \u00e9 cistectomia parcial? &#8221; el_id=&#8221;1473817041157-d7c8c750-cb95&#8243;]A retirada parcial da bexiga tem uma indica\u00e7\u00e3o restrita. Este procedimento consiste da retirada atrav\u00e9s de cirurgia de parte da bexiga.<\/p>\n<p>Indica\u00e7\u00f5es\u00a0est\u00e3o relacionadas a natureza dos tumores vesicais. O que fazemos hoje \u00e9 tentar identificar tumores onde o risco de recorr\u00eancia na bexiga \u00e9 menor. Isso restringe a aplica\u00e7\u00e3o deste m\u00e9todo a tumores \u00fanicos, menores de 5 cm, localizados longe das sa\u00eddas dos ureteres. A presen\u00e7a de carcinoma in situ constitui uma contra-indica\u00e7\u00e3o \u00e0 t\u00e9cnica.<\/p>\n<p>[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;O que \u00e9 cistectomia radical? &#8221; el_id=&#8221;1514133474437-2fae4e0b-754a&#8221;]A retirada total da bexiga \u00e9 denominada cistectomia radical indicada para o tratamento do c\u00e2ncer de bexiga.\u00a0 Classicamente, inclui a retirada da pr\u00f3stata e ves\u00edculas seminais, em homens; e \u00fatero e parte da vagina em mulheres. \u00c9 o m\u00e9todo adequado para pacientes com bom risco cir\u00fargico e tumores invasivos ou refrat\u00e1rios aos outros tratamentos.<\/p>\n<p>Durante a retirada do \u00f3rg\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m realizada a retirada dos g\u00e2nglios linf\u00e1ticos, que comprovadamente melhora os \u00edndices de cura.<\/p>\n<p>A reconstru\u00e7\u00e3o do trato urin\u00e1rio ap\u00f3s a retirada da bexiga \u00e9 feita atrav\u00e9s da confec\u00e7\u00e3o de condutos com al\u00e7as intestinais. Existem diversos tipos de condutos. Alguns podem se assemelhar a uma bexiga e serem conectados a uretra, ou serem reposicionados na parede abdominal sobre a forma de ostomia.<\/p>\n<p>As taxas de cura relacionadas a cirurgia radical est\u00e3o situadas em torno de 55% a 60%. Isso pode ser ampliado com a utiliza\u00e7\u00e3o de quimioterapia pr\u00e9-operat\u00f3ria.<\/p>\n<p>Este procedimento pode ser realizado por via laparosc\u00f3pica ou <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/cirurgia-robotica\/cistectomia-robotica\/\">rob\u00f3tica<\/a>.[\/vc_toggle][vc_toggle title=&#8221;O que \u00e9 uma neobexiga?&#8221; el_id=&#8221;1491918166726-63ec022e-2fcd&#8221;]<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignleft size-medium wp-image-3363\" src=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/2015-07-28-13.58.08-300x169.jpg\" alt=\"2015-07-28 13.58.08\" width=\"300\" height=\"169\" srcset=\"https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/2015-07-28-13.58.08-300x169.jpg 300w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/2015-07-28-13.58.08-768x432.jpg 768w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/2015-07-28-13.58.08-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/origamipropaganda.com.br\/clientes\/drpedrosa\/wp-content\/uploads\/2017\/04\/2015-07-28-13.58.08.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/>Existe muita confus\u00e3o relacionado ao termo <a href=\"https:\/\/www.drjappedrosa.com\/o-que-e-cistectomia-com-neobexiga\/\">neobexiga<\/a>.\u00a0Esta terminologia\u00a0\u00e9 utilizada para qualquer reservat\u00f3rio que seja confeccionado para receber a urina dos rins, tal como a bexiga. Em muitos casos isso ocorre ap\u00f3s a retirada da \u00f3rg\u00e3o original.<\/p>\n<p>O principal objetivo de uma neobexiga \u00e9 prover contin\u00eanica urin\u00e1ria. Isso se caracteriza por permitir ao paciente per\u00edodos onde n\u00e3o haja perda urin\u00e1ria.<\/p>\n<p>As neobexigas s\u00e3o normalmente constitu\u00eddas de segmentos intestinais. Estas podem ser conectadas a uretra preservando o h\u00e1bito miccional de maneira muito semelhante ao natural. Outra alternativa \u00e9 a conex\u00e3o \u00e0 pele da parede abdominal. Nestes casos \u00e9\u00a0 necess\u00e1rio o auto cateterismo para elimina\u00e7\u00e3o do conte\u00fado urin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Muitos chamam o conduto ileal de neobexiga, o que n\u00e3o est\u00e1 tecnicamente correto. Este consiste de simples interposi\u00e7\u00e3o de um conduto de intestino delgado levando a urina at\u00e9 a parede abdominal e bolsa coletora. Isso n\u00e3o permite armazenamento urin\u00e1rio levando a uma perda cont\u00ednua para a bolsa.<\/p>\n<p>Apesar de apresentar vantagens relacionadas a simplifica\u00e7\u00e3o do procedimento cir\u00fargico, o conduto ileal n\u00e3o \u00e9 capaz de proporcionar mecanismo de contin\u00eancia urin\u00e1ria.[\/vc_toggle][\/vc_tta_section][\/vc_tta_tabs][\/vc_column][\/vc_row][vc_row color_set=&#8221;secondary_section&#8221; full_width=&#8221;0&#8243; full_height=&#8221;0&#8243; particles=&#8221;0&#8243;][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h2>Cistectomia Radical Rob\u00f3tica <span style=\"color: #ffcc00;\">Totalmente Intracorp\u00f3rea<\/span><\/h2>\n<p>[\/vc_column_text][vc_tta_pageable no_fill_content_area=&#8221;1&#8243; active_section=&#8221;1&#8243; pagination_color=&#8221;blue&#8221;][vc_tta_section title=&#8221;Cistectomia radical rob\u00f3tca&#8221; tab_id=&#8221;1514140066939-6465ee90-dab6&#8243;][vc_video link=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=CHFxmT7HnwY&amp;t=23s&#8221; el_width=&#8221;70&#8243; align=&#8221;center&#8221;][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Linfadenectomia p\u00e9lvica e retroperitoneal rob\u00f3tica&#8221; tab_id=&#8221;1514140067075-3034aa3c-d1b8&#8243;][vc_video link=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rt47MDVwS6w&amp;t=345s&#8221; el_width=&#8221;70&#8243; align=&#8221;center&#8221;][\/vc_tta_section][vc_tta_section title=&#8221;Conduto ileal rob\u00f3tico&#8221; tab_id=&#8221;1514140135447-e86537c3-a61d&#8221;][vc_video link=&#8221;https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=ERt0gg6r12k&amp;t=69s&#8221; el_width=&#8221;70&#8243; align=&#8221;center&#8221;][\/vc_tta_section][\/vc_tta_pageable][\/vc_column][\/vc_row][vc_row full_width=&#8221;0&#8243; full_height=&#8221;0&#8243; sep_top=&#8221;separator_top sep_angled_negative_top&#8221; particles=&#8221;0&#8243;][vc_column][vc_column_text]<\/p>\n<h2>Artigos sobr<span style=\"color: #000000;\">e C\u00e2ncer de Bexiga<\/span><\/h2>\n<p>[\/vc_column_text][vc_basic_grid post_type=&#8221;post&#8221; max_items=&#8221;10&#8243; style=&#8221;pagination&#8221; items_per_page=&#8221;3&#8243; paging_color=&#8221;blue&#8221; grid_id=&#8221;vc_gid:1514238783052-db618141-d74d-4&#8243; taxonomies=&#8221;32&#8243;][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row full_width=&#8221;0&#8243; full_height=&#8221;0&#8243; background=&#8221;bgimage&#8221; bgimage=&#8221;2913&#8243; parallax=&#8221;0&#8243;][vc_column][vc_column_text] Saiba mais sobre c\u00e2ncer de bexiga [\/vc_column_text][\/vc_column][vc_column][vc_tta_tabs style=&#8221;modern&#8221; active_section=&#8221;1&#8243;][vc_tta_section title=&#8221;Introdu\u00e7\u00e3o&#8221; tab_id=&#8221;1473816534835-fc98862f-ce545d1a-e6b4&#8243;][vc_toggle title=&#8221;O que \u00e9 a bexiga?&#8221; el_id=&#8221;1473817345969-bd5b9a20-be24&#8243;]Primeiro passo para entender o c\u00e2ncer de bexiga \u00e9 conhecer a anatomia do \u00f3rg\u00e3o. A bexiga \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel pelo armazenamento e pela elimina\u00e7\u00e3o da urina, ou seja, respons\u00e1vel pela contin\u00eancia urin\u00e1ria. 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